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Cuiudo do Alegrete

Francisco Vargas

Pode até alguém me chamar de bagaceira ou vagabundo
Que a fama do meu cuiudo se espalhou em poucos segundos
Pra agarrar cria com ele vem água de passo Fundo
Vem égua lá de Laguna terra de Pedro Raimundo.
Viajando muitas léguas
Já começou chegar égua de toda parte do mundo.

Pra amansar essa eguada não precisa de ginete;
Basta apenas um relincho do cuiudo do Alegrete.

Meu cuiudo ta ocupado por cento e oitenta dias
Ta virado só em sabugo, cabeça, apta e viria
Pra agarrar cria com ele vem água de vacaria
Vem égua de Santo Ângelo, vem égua de Santa Maria
Para fazer injustiça
Trouxeram até um petiça do gaiteiro Tio Bilia.

Pra amansar essa eguada não precisa de ginete;
Basta apenas um relincho do cuiudo do Alegrete.

Meu cuiudo é caborteiro tem o olho de serpente
E neto do Dom Tranquito que existia antigamente
Lá por Julio de Castilho deve ter algum parante
Pra agarrar cria com ele vem água de São Vicente
E o Fabio Rocha Forfula
Me mandou até umas mulas da terra dos presidentes.

Pra amansar essa eguada não precisa de ginete;
Basta apenas um relincho do cuiudo do Alegrete.

Meu cuiudo é puro sangue tem levando muita estafa
Tratado a milho quebrado , sorgo, amendoim e alfafa
Quando enxerga uma potranca já atira a sua tarafa,
Ta recebendo proposta de zebra, camela e girafa
Povo bem e macanudo
Compra o disco do cuiudo, Francisco Vargas autografa.

Era só égua pulando, largando mil foguetes
Contente de agarrar cria do cuiudo do alegrete.

Composição: Francisco Vargas · Esse não é o compositor? Nos avise.
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