La Canzone Dei Vecchi Amanti

Certo ci fu qualche tempesta
Anni d'amore alla follia
Mille volte tu dicesti basta
Mille volte io me ne andai via

E ogni mobile ricorda
In questa stanza senza culla
I lampi dei vecchi contrasti
Non c'era più una cosa giusta
Avevi perso il tuo calore
E io la febbre di conquista

Mio amore mio dolce meraviglioso amore
Dall'alba chiara finché il giorno muore
Ti amo ancora sai ti amo
So tutto delle tue magie
E tu della mia intimità
Sapevo delle tue bugie
Tu delle mie tristi viltà

So che hai avuto degli amanti
Bisogna pur passare il tempo
Bisogna pur che il corpo esulti
Ma c'é voluto del talento
Per riuscire a invecchiare senza diventare adulti
Mio amore mio dolce mio meraviglioso amore
Dall'alba chiara finché il giorno muore
Ti amo ancora sai ti amo

Il tempo passa e ci scoraggia
Tormenti sulla nostra via
Ma dimmi c'é peggior insidia
Che amarsi con monotonia

Adesso piangi molto dopo
Io mi dispero con ritardo
Non abbiamo più misteri
Si lascia meno fare al caso
Scendiamo a patti con la terra
Però é la stessa dolce guerra

Mon amour
Mon doux, mon tendre, mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'ame

A Canção Dos Velhos Amantes

Claro que houve alguma tempestade
Anos de amor a loucura
Tantas vezes me disseste chega
Tantas vezes eu fui-me embora

E cada móvel lembra-me
Neste quarto sem berço
Os relâmpagos dos velhos contrates
Já não tinha uma coisa certa
Tinhas perdido o teu calor
E eu a vontade de conquistar

Meu amor, meu doce maravilhoso amor
Do chegar da madrugada até o pôr do Sol
Amo-te ainda sabes, eu amo-te
Sei tudo sobre os teus feitiços
Enquanto tu sabes tudo sobre a minha intimidade
Conhecia as tuas mentiras
E tu conhecias a minha triste covardia

Sei que já tiveste uns amantes
Mas é preciso passar o tempo
E preciso que o corpo exulte
Mas foi necessário o talento
Para se tornar idosos sem envelhecer
Meu amor, meu doce, meu maravilhoso amor
Do chegar da madrugada até o pôr do Sol
Amo-te ainda sabes, eu amo-te

O tempo vai passando e desanima-nos
E tem tormentos no nosso caminho
Mas diz-me se há algo pior da insídia
Do que se mar com monotonia

Agora choras muito depois
Eu desespero-me com atraso
Já não temos mistérios
Deixa-se tudo ao caso
Fazemos patos com à terra
Porém é a mesma doce guerra

Meu amor
Meu doce, meu maravilhoso amor
Da madrugada até o pôr do Sol
Eu amo-te ainda, sabes, eu amo-te

Composição: Jacques Brel / Sergio Bardotti