Oh, Qué Será

Mercedes Sosa

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Oh, Qué Será

Oh, qué será

Oh, que será, que será
Que anda suspirando
Por las alcobas
Que anda susurrando
Versos y trovas
Que andan escondiendo
Bajo las ropas
Que anda en las cabezas
Y anda en las bocas
Que va encendiendo velas
En los callejones
Y están hablando alto
En los bodegones
Gritan en el mercado
están con certeza
En la naturaleza
Será que será
Que no tiene certeza
Ni nunca tendrá
Lo que no tiene arreglo
Ni nunca tendrá
Que no tiene tamaño

Oh, que será, que será
Que vive en las ideas
De los amantes
Que cantan los poetas
Más delirantes
Que juran los profetas
Embriagados
Que está en las romerías
De mutilados
Que está en las fantasías
Más infelices
Los sueñan de mañana
Las meretrices
Lo piensan los bandidos
Los desvalidos
En todos los sentidos
Será que será
Que no tiene decencia
Ni nunca tendrá
Que no tiene censura
Ni nunca tendrá
Que no tiene sentido

Oh, que será, que será
Que todos los avisos
No van a evitar
Porque todas las risas
Van a desafiar
Y todas las campanas
Van a repicar
Porque todos los himnos
Van a consagrar
Porque todos los niños
Se habrán de zafar
Y todos los vecinos
Se irán a encontrar
Y el mismo padre eterno
Que nunca fue allá
Al ver aquel infierno
Lo bendecirá
Que no tiene gobierno
Ni nunca tendrá.
Que no tiene vergüenza
Ni nunca tendrá
Lo que no tiene juicio

O Que Será?

O que será?

O que será, que será?
Que anda suspirando
pelas alcovas?
Que anda sussurrando
versos e trovas?
Que andam escondendo
debaixo das roupas?
Que anda nas cabeças
e anda nas bocas?
Que vai acendendo velas
nos becos?
E estão falando alto
nas bodegas?
Gritam no mercado
estão com certeza
na natureza!
Será que será?
Que não tem certeza,
nem nunca terá!
O que não tem conserto,
nem nunca terá!
Que não tem tamanho!

O que será, que será?
Que vive nas ideias
dos amantes?
Que cantam os poetas
mais delirantes?
Que juram os profetas
embriagados?
Que está nas romarias
de mutilados?
Que está nas fantasias
mais infelizes?
Sonham com isso de manhã
as meretrizes!
Pensam nisso os bandidos,
os desvalidos...
Em todos os sentidos!
Será que será?
Que não tem decência,
nem nunca terá!
Que não tem censura
nem nunca terá,
Que não tem sentido!

O que será que será?
Que todos os avisos
não vão evitar?
Porque todos os risos
vão desafiar!
E todos os sinos
vão replicar!
Porque todos os hinos
vão consagrar!
Porque todos os meninos
hão-de se safar!
E todos os vizinhos
vão-se encontrar!
E mesmo o pai eterno,
que nunca foi lá,
ao ver aquele inferno,
vai bendizê-lo!
Que não tem governo,
nem nunca terá!
Que não tem vergonha,
nem nunca terá!
Que não tem juízo.

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