Mocinho Aventureiro

Osvaldir e Carlos Magrão

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Era mocinho ainda me lembro, dezoito anos completei
Eu resolvi sair de casa, clareava o dia eu me aprontei
A minha mãe me perguntou, diga meu filho pra onde vais
Não respondi, só dei-lhe um beijo e abracei meu velho pai
Ao despedir choram os que ficam também chora quem se vai
Piquei na espora o meu tordilho, olhei pra trás por despedida
Chorava irmão, chorava irmã, chorava o pai e mãe querida
Também chorava estrada afora no meu cavalo galopando
Olhava a mata orvalhada, ouvia os pássaros cantando
Pela mocinha que eu amava, eu também ia chorando
Eu destinei correr a mundo, fazem dez anos e não voltei
Duzentas léguas está distante, quem me amava eu lá deixei
Não fui feliz nesta jornada, por isso não voltei pra trás
Mas no momento em que melhore, eu vou rever meus velhos pais
Quero abraçar os meus irmãos e de lá não sair jamais
Os irmãos devem estar casados e os meus pais envelhecidos
Por não saber notícias minhas, pensam que eu tenha morrido
E a mocinha que ainda amo se ela casou felicidades
Se não casou ainda me espera, vamos unir pra eternidade
Juntinho dela e meus parentes, morre pra sempre a saudade

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