Era uma vez um palhaço
Que andava sempre chorando
Por causa da bailarina
Que namorava o trapezista
Nem de Pierrot nem de Arlequim
Ela não via graça nele
Que se trancava no camarim
Até o circo acordar
Dentro do globo da morte
Alguém arrisca a vida
Por um minuto de glória
Pra esquecer toda tristeza
O engolidor de espadas quer
Arrepiar todo cabelo
E a obediência dos animais
Faz a platéia dizer, ooh
Um dia a mulher barbada
Que era gamada no domador
Chamou o mágico e disse faça
Abracadabra pra virar amor
Mas nem sempre é possível ter
Um final feliz pra animar
E lá no meio do picadeiro
O show não pode parar
Mamãe, palhaço chora?