Um Pito

Wilson Paim

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Olha, guri, repara o que estás fazendo.
Depois que fores, é difícil de voltar.
Aceite um pito e continuas remoendo teu sonho moço deste rancho abandonar.
Olha, guri, lá no povo é diferente e certamente faltará o que tens aqui.
Eu só te peço, não esqueças de tua gente.
De vez em quando, manda uma carta, guri.
Se vais embora, por favor não te detenhas.
Sigas em frente e não olhes para trás.
E assim não vais ver a lágrima insistente que molha o
rosto do teu velho, meu rapaz.
Se vais embora, por favor não te detenhas. Sigas em frente e não olhes para trás.
E assim não vais ver a lágrima insistente que molha o rosto do teu velho, meu rapaz.
Olha guri pra tua mãe, cabelos brancos e pra esse velho que te fala sem gritar.
Pesa teus planos, eu quero que sejas franco. Se acaso fores, pega o zaino pra enfrenar.
Olha guri, leva uns cobres de reserva, pega uma erva pra cevar teu chimarrão e leva um charque para ver se tu conservas uma pontinha de amor por este chão.
Se vais embora, por favor não te detenhas.
Sigas em frente e não olhes para trás.
E assim não vais ver a lágrima insistente que molha o rosto do teu velho, meu rapaz.
Se vais embora, por favor não te detenhas. Sigas emfrente e não olhes para trás.
E assim não vais ver a lágrima insistente que molha o rosto do teu velho, meu rapaz.

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