
Maravilhas Banais
Gonzaguinha
Um gato olhando a vida
Através da vitrina
Com certeza, vai morrer de tédio
É médio, é morno, é chato, é banho-Maria
Com certeza, suicídio prévio
Arrisco e altero a batida do meu coração
Petisco e provo do gozo da mais pura emoção
Armadilhas, curvas nas trilhas
Ilhas de amor, fantasias
Viagem total nas possibilidades do absurdo real
Viver vegetal tão somente me desanima
É que as esquinas só servem se a gente dobrar
E esbarrar no que ainda não viu
Maravilhas banais, sempre iguais
Sempre diferentes, quentes
A ponte, aponte o santo elixir do futuro
As pessoas, o banal mistério
O gato olhando a vida através da vitrina
É piada e é assunto sério
Viver vegetal tão somente me desanima
É que as esquinas só servem se a gente dobrar
E esbarrar no que ainda não viu
Maravilhas banais, sempre iguais
Sempre diferentes, gentes
A ponte, aponte o santo elixir do futuro
As pessoas, o banal mistério
O gato olhando a vida através da vitrina
É piada e é assunto sério




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