Tragédia na República Dominicana: teto de boate desaba durante show de Rubby Pérez

O cantor, conhecido como ‘a voz mais alta do merengue’, e seu saxofonista morreram soterrados, enquanto sua filha sobreviveu.

Por Gabriela Teixeira

9 de Abril de 2025, às 12:34


A República Dominicana vive um luto nacional após o desabamento do teto de uma boate na noite de terça-feira, durante um show do cantor Rubby Pérez, ícone do merengue.

O acidente resultou em pelo menos 100 mortes, incluindo o próprio artista, de 69 anos, e o saxofonista de sua banda.

O acidente

Rubby Pérez, apelidado de “a voz mais alta do merengue”, estava há cerca de uma hora no palco quando a estrutura cedeu.

O cantor ficou 14 horas sob os escombros até ser resgatado sem vida, conforme relatou seu irmão em entrevista a uma emissora local. Sua filha, Zulinka Pérez, que integrava o coro da banda, sobreviveu ao desastre.

O local, que reunia fãs para celebrar o ritmo caribenho, transformou-se em cenário de caos. Equipes de resgate trabalharam sem parar para retirar vítimas, enquanto familiares aguardavam notícias do lado de fora.

O legado de Rubby Pérez: do merengue à ação humanitária

Nascido Roberto Antonio Pérez Herrera, o artista era uma lenda viva da música dominicana.

Estourou nos anos 80 como vocalista da orquestra de Wilfrido Vargas e conquistou o mundo com hits como El Africano e Volveré – esta última, uma das canções mais vendidas da história do país.

Com mais de 13 álbuns lançados, Rubby não se limitou ao merengue: explorou bachata, bolero e até baladas, acumulando milhões de visualizações no YouTube com clássicos como Y No Voy a Llorar.

Sua carreira foi marcada por prêmios como o Casandra (Orquestra e Merengue do Ano) e discos de ouro na Venezuela.

Além da música, Rubby era conhecido por seu lado humanitário. Em 2014, após o terremoto no Haiti, alugou uma casa para abrigar vítimas que não encontravam vagas em hospitais.

Do beisebol ao microfone: o destino que mudou sua vida

Antes de se tornar um símbolo cultural, Rubby sonhava em ser jogador de beisebol. Um acidente de trânsito em 1972, porém, interrompeu seus planos.

Hospitalizado por um ano, ele percebeu: Deus tinha outro propósito para mim. Em vez de um taco, eu teria um microfone.

Autoridades locais investigam as causas do desabamento, que já é considerado uma das maiores tragédias recentes do país.


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