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De Temporal a Calmaria

Airton Araújo

Ala pucha fechou o tempo
Lá pras bandas do ponte
Tá se armando um temporal
Deste lado não desmente
O poncho é minha guarida
Serventia do arreio
Trago amarrado nos tentos
Enfrento a chuva e o vento
De pingo alçado no freio
Bateu o vento deitando a grama
Fazendo a cama pra chuva deitar
A nuvem negra engoliu a coxilha
E a tarde andarilha não quis esperar
Chegou à noite veio de carancho
Eu longe do rancho em baixo de um capão
A rinconada junto à boiada
Ronco o lajeado que não deu cruzada
Me deu uma saudade do fogo de chão

O aguaceiro não deu trégua
E a noite grande padece
Num guascaço de um corisco
No susto rezo uma prece
Parece que o pai celestial
Me escutou naquela hora
Num repente a calmaria
Já vinha raiando o dia
E eu tinha que ir embora
Simbora meu pingo baixo o lajeado
Que nem touro alçado dono do rodeio
A galopito batendo chicaca
Igual couro ilhapa num laço campeiro
Bolhei a perna na porta do rancho
Pendurei no gancho o poncho encharcado
Larguei o zaino solto no potreiro
Atiçando as brasas acendi um palheiro
Pra aquecer o peito um mate bem cevado

Simbora meu pingo baixo o lajeado
Que nem touro alçado dono do rodeio
A galopito batendo chicaca
Igual couro ilhapa num laço campeiro
Bolhei a perna na porta do rancho
Pendurei no gancho o poncho encharcado
Larguei o zaino solto no potreiro
Atiçando as brasas acendi um palheiro
Pra aquecer o peito um mate bem cevado

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