Roubo do Cabrito

Bezerra da Silva

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Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!
Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!

Roubaram um cabrito na área
E o roubo do bicho
Gerou confusão
Formaram polícia mineira
A fim de pegar o ladrão
Nesse dia
O compadre nortista
Que veio me visitar
Levou uma surra danada
Ficou mais de um mês
Sem poder levantar!

Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!
Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!

Foi depois do cabrito assado
Que surgiu a confusão
É que o cheiro muito forte
Se espalhou no quarteirão
Foi aí que o nego Patola
Mais forte que cana de litro
Gritava de faca na mão
Vou sangrar, vou matar
Quem roubou meu cabrito!

Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!
Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!

Agarrou meu compadre na güela
O pobre coitado se apavorou
Chorando e tremendo de medo
Como o infeliz, apanhou!
Depois ele andou pro meu lado
Mudando de cor
Feito um camaleão
Me deu um sopapo
Se eu não me abaixo
Hoje eu estava
Debaixo do chão!

Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!
Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!

Meu compadre
Amarrado num poste
Passou um sufoco
Que só você vendo
Crianças, senhoras e velhos
Todo mundo lhe batendo
E se não fosse o Dr. Araújo
O vereador do local
O povo e o nego invocado
Malhava o compadre
Até lhe matar!

Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!
Não foi mole, não!
Meu compadre apanhou
Que nem um boi ladrão!

Foi ele doutor!
Foi ele doutor!
Foi ele sim
Quero o couro dele
Prá ver se serve
No meu tamborim
Joga prá mim!
Foi ele doutor!
Foi ele sim
Quero o couro dele
Prá ver se serve
No meu tamborim
Joga prá mim!
Foi ele doutor!
Foi ele sim
Quero o couro dele
Prá ver se serve
No meu tamborim
Joga prá mim!

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