A Malandragem Toma Conta

Facção Central

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Muitos embalos existem procuram pela vida fácil;
Se espelham em criminosos, acham ser o caminho viável;
Inevitável por ser pobre, outro vitimado;
Nem sempre cola, tanto faz, pra ele é um barato;
Ser enquadrado, interrogado, dever explicações;
Temido na vizinhança, ser o maior dos ladrões;
Se torna seu pedestral, e mais que isso um troféu;
Reconhecido na malandragem destrói qualquer papel;
Um viciado nota dez, o rei do crack e cocaína;
Dezenas de passagens, o terror dos toca-fitas;
Conhecido e manjado por toda a polícia;
Mas tudo bem, ta tudo em paz se o subúrbio ta em dia;
Nem pm, nem civil, nem federal, ninguém embaça;
O mano paga bem, é bom malandro e ta em casa;
Disse que vai ser um traficante, se marcar até bicheiro;
O dono da quebrada vai ter muito dinheiro;
Sonha com isso, apenas sonha e nisso vai morrer;
Se não se vence honestamente no crime pode esquecer;
Só polícia na sua vida, nem tudo é alegria;
Faz correria toda a hora, e não chega seu dia;
Quer ser malandro, paga o preço e a quantia é média;
Se diz que troca com a polícia então não paga comédia;
Na banca quer ser o melhor e de conhecimento;
O mais esperto e conhecido aqui fora ou lá dentro;
Um dvc que assuta deus do céu é por aí;
Tem um quilômetro de ficha e não sossega mesmo assim;
Quer dinheiro, quer a boa e não se desaponta;
Bate no peito, eu sou malandro, eu sou ladrão e a malandragem toma conta.

(4x) A malandragem toma conta.
(se diz que é malandro então segura a bronca)

Um complemento de um jornal vagabundo é sua alternativa;
Virar notícia de jornal, morto pela polícia;
Uma foto estampada na primeira página;
Morre mais vagabundos e é só pra começar;
Dentro de qualquer D20 de um passo pro inferno;
E no dp caguetagem ou choque elétrico;
A escolha é sua, depende do seu proceder;
Pois se optou pelo crime sua tendência é morrer;
E o embalo está a vontade consumindo todas;
Vendendo a alma pro crack, se dizendo na boa;
Não vai ser traficante, não tem cacífe pra isso;
De dezesseis ou doze vai ficar no vício;
Vai conhecer sua derrota em forma de droga;
Vai se acabar no cachimbo e não no fuzil da rota;
Vai de esperto malandro pra viciado otário;
É o preço da malandragem que se paga o embalo;
Um batalhão de pms na sua é pra valer;
Não tem seguro pra pagar então vai ter que morrer;
Não tem cadeia nessa hora e nem se entrega se quiser;
Sai trocando e o vencedor é o que ficar de pé;
E se cair será coberto com jornal e quem se importa;
Apenas um cadáver ou apenas mais um bosta;
Que na vida é assim nem toda idéia consta;
E não existe sangue b e nem sempre a malandragem toma conta.

(4x) a malandragem toma conta.
( se diz que é malandro então segura a bronca )

Jurou por deus que se pudesse voltaria atrás;
Achou legal no começo, dinheiro fácil, malandragem demais;
Andar gingando na rua, chamando sempre atenção;
E escutar do pessoal "é o maluco é ladrão";
Quem nunca foi assim, quem nunca teve vontade;
De ser o número um o rei da malandragem;
Quem nunca quis ter armamentos e trocar com alguém;
Eu sei que todo pobre quis inclusive eu tembém;
Eu sei do ódio da polícia, eu sei de tudo isso;
Mas fui embalo, me fodi, eu mereci meu destino;
Só devo contas á deus, minha sentença paguei;
Pensei que iria ser fácil, mas de que jeito acabei;
A malandragem toma conta, toma conta sim;
Veja os detentos nos presídios, veja a merda que eles vivem enfim;
Todos batiam no peito e se diziam malandros;
E hoje estão fudidos, estão se acabando;
Ou vão pro saco muito antes de qualquer presídio;
Por que existe o ditado: "pra bom gambém não tem ferido";
E no distrito é só deus e os investigadores;
E sim senhor e não senhor, é foda, não existem flores;
Embaçado obedecer quem você nem conhece;
Mas no dp é assim, qualquer arrombado é seu chefe;
Seus parentes te esquecem não visitam no domingo;
É bem por aí, você fudido e os outros rindo;
A malandragem toma conta e é dessa forma;
Jogando pobres embalos no crime ou pra viverem de esmolas.

(4x) a malandragem toma conta.
( se diz que é malandro então segura a bronca )

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