A Vida de Um Boiadeiro

Goiano e Paranaense

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Igual fumaça das queimadas de Agosto
Que o vento sopra e leva pra qualquer lugar
Eu tenho vindo de outras terras bem distantes
Nesse tordilho eu acabei de chegar
A minha vida é uma estrada boiadeira
Muita poeira tenho sempre que enfrentar
Toco berrante conduzindo uma boiada
Mas a saudade é uma espora afiada
Que em meu peito vive sempre a machucar

Boi... vai mugindo pela estrada
Que bonito essa boiada passo lento no estradão
Boi... vamos nessa estrada adiante
Sobre o toque de um berrante nas quebradas do sertão

Se a minha sorte descambar na cercania
Terei saudade dos meus tempos de peão
Posso dizer que é grande o privilégio
Eu fazer parte da história do sertão
Comendo arroz no sistema carreteiro
Na velha guampa bebo água do grotão
Se por acaso estropiar o meu cavalo
E o destino conseguir me dar um pealo
Eu vou embora mas cumpri minha missão

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