Vida de Vaqueiro

Luiz Gonzaga

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Eu quarqué dia
Vou-me embora pro sertão
Pois saudade
Não me deixa sossegar
Chegando lá
Visto logo meu gibão
Selo o cavalo
E vou pro mato vaquejar

O bom vaqueiro
Traz sempre no alforge
Farinha seca
Rapadura, carne assada
Mas tem um fraco
Que é um vício que num foge
Samba de fole
Com muié desocupada

Êi, êi, gado
Êi, êi, gado
Êi, êi, êi, êi, êi, êi,êi, êi, êi, boi...

Vou pegar o cara preta
Boto chocáio e careta
E depois conto como foi

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