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Xote Crinudo

Airton Araújo

Risque esta gaita, gaiteiro me toque um xote
Que eu saio dando pinote
Quando a marca me provoca
Se o toque é bueno, eu já saio entreverado
Requebrando pros dois lados
Arrastando o taco da bota
Como é bonito, um fandango macanudo
Bem campeiro e topetudo
Que ninguém fica sentado
Xote crinudo, cheira a barro de mangueira
Quando abrem as porteiras
Num bate casco cerrado

Bem patacoeiro, de chapeuzito tapeado
Vez em quando um sapateado
Pra fazer a marcação
Vou retouçando, numa estampa fandangueira
Vou bailando pelas beiras
Para evitar confusão
China dengosa, cheia de manha e frescura
Regulando a minha altura
Tiro as coscas dos dois lados

Xote crinudo, cheira a barro de mangueira
Quando abrem as porteiras
Num bate casco cerrado

Jeito matreiro, de dançar afigurado
São heranças do passado
Trago amarrada nos tentos
Bufo de gaita, nas bailantas missioneiras
Levantando polvadeira
Num trancaço pacholento
Gosto da farra, a noite minha companheira
A madrugada é parceira
Desse taura abagualado

Xote crinudo, cheira a barro de mangueira
Quando abrem as porteiras
Num bate casco cerrado

Jeito matreiro, de dançar afigurado
São heranças do passado
Trago amarrada nos tentos
Bufo de gaita, nas bailantas missioneiras
Levantando polvadeira
Num trancaço pacholento
Gosto da farra, a noite minha companheira
A madrugada é parceira
Desse taura abagualado

Xote crinudo, cheira a barro de mangueira
Quando abrem as porteiras
Num bate casco cerrado.

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